Crônica: Por enquanto, não cabe ninguém debaixo do meu teto

*Por Caroline Dobignies

Bed with linens, comforter beside window

Eu tentei falar com você de todas as formas, ligação, SMS, Whats, sinal de fumaça dos inúmeros cigarros que fumei enquanto sentia sua falta e não consegui. Tudo bem. Respeito o motivo qualquer que seja. Mas cada vez que te procuro seja dentro da sanidade ou insanidade, procuro “o cara”, talvez o meu ou o que não é mais meu, mas, que eu sei que tem inúmeras qualidades.

Talvez um amigo, um porto seguro ou ainda um amor. Não consigo definir. Não sei te dizer se o amor acabou… Como você mesmo dizia amar sempre foi tão difícil. E realmente é. Amar dói… E pelo fato de ainda doer mesmo depois de tanto tempo, talvez ainda seja amor.

Ou então aquele momento em que a gente não sabe se vai ou se fica. Antes você estava comigo, mesmo nós estando separados. Mas agora, sumiu… Devo ter te magoado ou a sua história mudou e você já achou alguém que preencha o meu lugar.

A nossa história? Aceito ela com o carinho das coisas boas que dão aquela baita saudade e também aquilo que não foi do jeito que gostaríamos, mas que, com certeza, nos elevarão a um padrão muito maior na hora de encarar qualquer outro relacionamento. Acertamos? Erramos? Não tem certo ou errado, não tem sempre ou nunca. Tem o tempo.

Esse, em mim, não fez mudar muita coisa. Nada me soma ainda. De vez em quando um cara ali, outro aqui. Mas nenhum faz do jeito que você fazia. Não rolou ainda aquela química de mal poder estar ao lado sem morrer de tesão e aquela vontade louca de ser sua.

Sem falar naquele sentimento de segurança, de ter você. De saber que por mais que o mundo estivesse desabando nas nossas cabeças, estaríamos juntos. Mesmo sem a aliança da Tiffany & Co. (exigente né?) no meu dedo, com um pedido de casamento que você teria feito de forma magnifica, tenho certeza, ao som da nossa música, vivemos como um casal, debaixo do mesmo teto. E era você ali todos os dias. Não cabe por enquanto ninguém debaixo do meu teto.

Enfim, te liguei, te infernizei com discursos sem nexo, fiz todo o drama da saudade, na esperança de ainda encontrar “o cara” mesmo sem saber de quem é. Mas é “o cara” em que eu ainda gostaria de contar, mesmo com todas as minhas, as suas e a limitação do tempo, da vida.

Foto Caroline Dobignies

 

 

Caroline Dobignies – Jornalista, apaixonada por histórias, biografias, rock’n roll, 27 anos com cara de 18, e muita loucura, talvez um pouco misturada com a tal da sanidade.

Leia também