Crônica: Você não sabe a sorte que tem

*Por Caroline Dobignies

Sua imaginação não conseguirá jamais reproduzir a saudades que você deixou, do seu sorriso, das suas piadas que só eu entendia, do seu forte idealismo do mundo que fazia eu ter uma visão completamente diferente de alguma coisa sobre a qual conversamos, mas não tinha problema, era a minha soma.

Seus dias não fazem ideia de como mudaram os meus dias, em como acordo, sorrio, choro ou durmo diferente. Sem um bom dia ou boa noite, de perto ou de longe. Sua respiração não faz ideia de como mudou a minha, agora cheia de suspiros. Seu coração não faz ideia de como mudou meu batimento, com surtos de pulos e apertos. Seu celular não sabe como mudou o meu, sem receber notícias suas.

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Acho que você não sabe a sorte que tem por encontrar alguém com o encaixe perfeito, como você mesmo dizia. Por ter alguém que pensa em você todos os dias, que ainda respeita a sua vontade de ficar longe e deseja que você seja feliz pelo caminho que escolheu trilhar.

Digo isso, não pelo fato de eu me sentir com arrogância, mas sim pelo fato de que, neste momento, eu gostaria de que alguém sentisse o mesmo por mim. O verdadeiro me toca, me sensibiliza. O estar solitário não era o que eu gostaria pra mim nesse momento. E a gente ouve tanto falar em solidão, em um mundo em que as palavras são muito mais virtuais e os toques muito mais banais. Um mundo onde o amor com sabor de fruta mordida encontra-se em extinção. Não é?

Então… Pare, respire e pense comigo. Você sabe a sorte que você tem?

Foto-Caroline-Dobignies

 

 

Caroline Dobignies – Jornalista, apaixonada por histórias, biografias, rock’n roll, 28 anos com cara de 18, e muita loucura, talvez um pouco misturada com a tal da sanidade.

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