Micropigmentação de aréola como resgate da autoestima

Mulheres que passaram por mastectomia podem recorrer à técnica para reconstruir aréola. Clínica oferece gratuitamente o procedimento para pacientes que não tem condições de pagar.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o câncer de mama é um dos tipos mais comuns da doença entre as mulheres. Ele representa 25% do total de novos casos que surgem da enfermidade a cada ano. A retirada da mama – mastectomia – pode causar nas mulheres que enfrentam o câncer impactos emocionais muito fortes. Ao se depararem com a nova imagem corporal, algumas pacientes sofrem com estresse e baixa autoconfiança, o que pode interferir na vida social e íntima, fazendo com que se sintam menos atraentes, afetando, inclusive, no relacionamento com seus parceiros.

Uma das soluções para amenizar esse impacto é o procedimento de micropigmentação, que visa redesenhar a aréola das mulheres que passaram pela mastectomia. Mesclando diferentes tons de pigmento, é possível corrigir ou redesenhar toda a aréola do seio, conseguindo chegar ao máximo da cor e formato original, resgatando assim, a autoestima da mulher.

Micropigmentação de Aréola

Foto: Divulgação Clínica Vanessa Silveira

A micropigmentadora Marcella Mendonça, professora do Instituto NYOÁ, do Rio de Janeiro, conta que a técnica, utilizada para diversos fins estéticos, consiste no preenchimento ou correção de falhas através do depósito de pigmentos na pele por um aparelho chamado demógrafo. ” O procedimento é feito na camada mais superficial da pele e com a evolução da técnica, hoje o procedimento é quase indolor. Cada sessão costuma demorar em torno de 1 a 2 horas, mas isso varia conforme o tipo de técnica e da área a ser pigmentada”, explica.

Além da mastectomia, o procedimento é usado em outras situações. “Hoje utilizamos a técnica em vários casos, inclusive, a técnica paramédica, é um grande aliado das cirurgias plásticas, pois pode corrigir e amenizar desde pequenas cicatrizes, estrias, camuflagem de vitiligo e falhas no couro cabeludo. Sem contar seu uso mais conhecido que é na reparação estética de áreas como sobrancelhas, olhos e lábios”, relata.

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Foto: Divulgação Instituto NYOÁ.

É importante destacar que a duração média do resultado é de dois anos, dependendo da pele e cuidados que a paciente tenha após o procedimento. Após esse período, é necessário retoque.

Para as mulheres que têm medo de não gostarem do resultado, Marcella explica: ” Hoje existe o que chamamos de ‘neutralização e despigmentação’, que consegue reverter o processo caso a paciente não fique satisfeita. Se for apenas para neutralizar o efeito e pigmentar com outro tom, apenas uma seção costuma atender bem. Contudo, isso não ocorre se a intenção for a anulação total. Nesse caso, será preciso algumas seções, pois vai depender do estado do pigmento aplicado, do tipo de pele, entre outras coisas” avalia.

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Foto: Divulgação Instituto NYOÁ.

O procedimento deve ser feito por um micropigmentador habilitado, que tenha feito curso para poder atuar na área. Os valores da micropigmentação podem variam de R$200 a R$1.000 por área pigmentada.

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Foto: Divulgação Instituto NYOÁ.

 

OUTUBRO ROSA – SESSÕES GRATUITAS DE MICROPIGMENTAÇÃO

Em apoio ao Outubro Rosa, campanha que conscientiza a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama , e, principalmente, visando resgatar a autoestima das mulheres que superaram o câncer, mas passaram por procedimento de mastectomia, duas renomadas clínicas estão oferecendo o procedimento gratuitamente. É importante consultar o regulamento de cada instituição:

A rede carioca NYOÁ irá sortear seções completas de micropigmentação para reconstruções mamárias em pacientes que tiveram a doença.  Serão sorteadas cinco mulheres que terão seus mamilos reconstruídos .  As inscrições deverão ser feitas no site da rede NYOÁ até 30 de outubro. Vagas limitadas. www.nyoa.com.br

Já a Clínica Vanessa Silveira vai doar várias sessões de pigmentação de aréolas em suas unidades espalhadas pelo país, para pacientes que não têm condições de arcar com o procedimento. A ação,chamada de “segunda solidária”, ocorrerá durante um ano.

Cada clínica da marca vai oferecer a micropigmentação de duas aréolas por mês, desde que o paciente comprove que a cirurgia foi realizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Atualmente, a empresa conta com unidades nas cidades de Porto Alegre (RS), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP), e até o final do ano vai inaugurar clínicas em Rio Branco (AC), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN).

A expectativa da empresa é atender cerca de 300 pacientes no primeiro ano da ação, com a inauguração de novas unidades “Sabemos como isso muda a autoestima das mulheres que passaram pela mastectomia, pois com a micropigmentação 3D é possível criar o desenho de uma aréola com efeito natural”, comenta Vanessa Silveira, mestre em micropigmentação 3D e fundadora da marca que leva o seu nome.

Para a realização do procedimento, é preciso entrar em contato com uma das unidades da marca, para agendar uma visita à clínica. A candidata deverá levar documentos que comprovem a realização da cirurgia pelo SUS (Sistema Único de Saúde), e após a confirmação das informações necessárias, será agendada uma data para a micropigmentação, de acordo com a lista de mulheres que aguardam pelo procedimento. Mais informações:  www.vanessasilveira.com.br.

 

 

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