HPV: tratamento deve ser iniciado o quanto antes

Vírus sexualmente transmissível, presente em 25% das mulheres sexualmente ativas no mundo, pode levar a câncer de colo uterino

HPV é um tipo de vírus humano que provoca o aparecimento de verrugas pelo corpo, principalmente na região genital. Esta é uma doença sexualmente transmissível (DST) e começou a chamar a atenção dos médicos pela relação do aparecimento do HPV nas mulheres junto com o câncer de colo uterino.

Segundo o médico Drauzio Varella, a doença é mais comum do que se imagina. “Estima-se que 25% das mulheres sexualmente ativas no mundo todo estejam infectadas pelo vírus HPV, os de baixo risco e os de alto risco que podem evoluir para algo mais grave”, informa em seu site.

Com o objetivo de reduzir o número de pacientes com a doença, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas para meninas de 11 a 13 anos, porém, ainda assim, é fundamental, em qualquer relação sexual, a utilização de preservativo. “O HPV é uma doença estigmatizante, porque é contraída pelo contato sexual, e isso mexe muito com a sexualidade da mulher”, afirma Varella.

Os sintomas mais comuns do HPV, quando manifestados na mulher, são surgimento de verruga genital, conhecida como crista de galo, figueira ou cavalo de crista, na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões do HPV também podem aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas, por isso é importante fazer exames regularmente. O papanicolau é um exame fundamental a ser feito periodicamente pelas mulheres, pois pode detectar alterações precoces no colo do útero.

Se você está em dúvida se pegou HPV ou não, consulte um médico o quanto antes e não se desespere, existe tratamento – cada um específico de acordo com o grau da doença. Os pacientes de HPV podem fazer o tratamento tomando remédios, quimioterápicos, ou por meio de cirurgia, como curetagem e laser. É fundamental tratar o quanto antes para que a doença não evolua para um câncer uterino.

É importante também jogar limpo com o parceiro, pois ele também deve portar o vírus e precisa fazer o tratamento. A maioria dos pacientes com HPV consegue eliminar o vírus se fizer o tratamento correto até o fim.

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