Qual a diferença entre dor de cabeça e enxaqueca?

Otorrinolaringologista alerta para a importância de verificar a origem do problema para que o diagnóstico seja o mais correto possível

Muita gente tem a sorte de passar um bom tempo longe de dores de cabeça e enxaquecas. Outros, convivem com essas incômodas sensações, quase que diariamente – as famosas enxaquecas. Mas você sabia que dor de cabeça e enxaqueca têm sintomas e tratamentos diferentes?

“As dores de cabeça intensas podem estar associadas a doenças mais graves, como um AVC. Porém não é um indicativo absoluto de doença mais séria, visto que a maioria é benigna. Por isso é fundamental um diagnóstico adequado para eliminar essas possibilidades”, alertou o otorrinolaringologista Diego Malucelli, da Otorrinos Curitiba.

Identificando a dor de cabeça

A cefaleia é a dor de cabeça propriamente dita, queixa muito comum nos consultórios e que na maioria das vezes é benigna. Para identificar os sintomas, é preciso saber a origem dela. “A dor de cabeça pode ser originária da sinusite, de problemas na coluna, da articulação temporomandibular (ATM), até mesmo de doenças mais graves como meningite, AVC, aneurismas, tumores cerebrais, entre outros”, acrescentou.

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Para o doutor Diego, saber a causa é a principal forma de realizar um tratamento correto. “O tratamento pode ser realizado com analgésicos, porém dificilmente um analgésico vai substituir o antibiótico em uma sinusite bacteriana, por exemplo”, explicou.

Cuidado com a enxaqueca

Fingir que a enxaqueca é só uma “dor latejante e que logo passa” não é a melhor solução para o problema. Ela é uma doença neurovascular, que tem nas crises repetidas de dores de cabeça e diferentes frequências suas principais características.

Segundo Malucelli, a enxaqueca piora com a atividade física e geralmente está associada a náuseas, vômitos e à sensibilidade à luz, que pode durar algumas horas ou até mais de dois dias. “A enxaqueca também pode estar acompanhada de um conjunto de sintomas neurológicos, chamados de aura, e pode acometer metade da cabeça ou até toda ela”, resumiu.

Para quem sofre com esse problema, que acomete mais de 30 milhões de brasileiros, ficar de olho na qualidade do sono, no nível de estresse e principalmente na alimentação é fundamental para obter melhoras no tratamento. “Os hábitos alimentares são fundamentais para definir a saúde de cada um. E há alguns alimentos que podem desencadear a crise, tais como chocolate, cafeína em excesso, frutas cítricas, vinho tinto, amendoim, alimentos diet que contenham aspartame, comidas gordurosas e lácteas”, completou o especialista.

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Adiar a resolução do problema não é o mais indicado. Portanto, doutor Diego aconselha: “podemos indicar dois tipos de tratamento: o agudo, para aliviar ou interromper a crise, onde são indicados medicamentos, repouso, restrição alimentar e física; e o preventivo, para evitar o aparecimento das crises”, resumiu.

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