O ensino da língua estrangeira nas escolas públicas

Há muito tempo o ensino de uma segunda língua é obrigatório nas escolas públicas do país, no entanto, são pouquíssimos os alunos que possuem o aproveitamento destas aulas destinadas á uma outra língua.

Seriam os professores culpados desta ineficiência, ou falta de proficiência?

Todo aluno de escola pública assim do ingresso ao 6º ano do Ensino Fundamental tem direito á duas horas aulas semanais de uma língua estrangeira. As línguas mais praticadas no Brasil são o inglês e o espanhol. A escolha da língua fica a critério da direção pedagógica da escola, juntamente com a APMF (Associação dos Pais e Mestres) do bairro. Os professores qualificados para o ensino da língua estrangeira devem possuir no mínimo a graduação na área que leva de três anos e meio a quatro. No entanto, muitos possuem especialização, certificado internacional (Toffel ou DELE), e até vivencia em países que falam a língua de graduação.

O fato é que em sua maioria, as aulas não são levadas a sério, mesmo havendo qualidade do professor e de seu material. Para ter uma ideia, em muitas escolas, o ensino de uma segunda língua nem é considerado como uma disciplina que vete o aluno em relação à aprovação para a série seguinte. Os alunos tomando ciência desta informação pouco fazem para alcançar bons resultados.

Mas será este um problema das escolas em si, ou cultural?

Infelizmente no Brasil se cultiva o pensamento de que para ser bom, tem que ser pago. Exemplo disso tem-se as escolas particulares, planos de saúde e dentário, entre outros. E até mesmo algumas atividades culturais deixam de serem apreciadas por serem gratuitas. Ou seja, o aluno deixa de ter uma base da aquisição de uma segunda língua mais por uma questão cultural do que situacional. Não importa o professor, a escola ou a região. Diferentemente das escolas européias que lecionam uma segunda língua desde os primeiros anos de ingresso do aluno, fazendo com que o mesmo futuramente venha a buscar uma terceira língua já que possui fluência em outras duas.

Nas escolas particulares não vê-se muita diferença na importância, o fato é que, o aluno de escola particular provavelmente diante de suas condições financeiras, ou de sua rotina, já realiza ou já realizou aulas particulares de uma segunda ou até terceira língua, logo, valoriza por ter ciência da importância.

O fato é que a aquisição de uma segunda língua a cada dia que passa vem sendo mais exigido no mercado de trabalho. O qual não quer saber se aprendizagem se dê forma gratuita ou paga. Busca-se fluência e domínio. E, todo aquele que deixa de aproveitar as oportunidades que lhe são apresentadas no presente, acaba por fechar uma porta em seu futuro.

Enquanto a sociedade não rever seus conceitos e, modificar sua forma de pensar, não importa o professor, nem escola, nosso país será eternamente monolíngüe, ou pior, com dificuldades no uso de até mesmo nossa língua materna.